A verdade é que eu te amo, te amo muito. isso faz muito mal pra mim. mas não consigo tirar esse sentimento de mim.

“Cheguei em casa e fui ao banheiro na hora que abri a porta me dessesperei, vi o banheiro cheio de sangue e uma navalha no chão ensanguentada, não sabia o que fazer minhas pernas bambeou, meu coração gelou, fui correndo ao quarto peguei várias toalhas e tentei fazer tipo que uma compressa para parar de sangrar mais não adiantou, então falei que ia levar ela para o hospital porque se continuasse ali ela morreria, então ela olhou em meus olhos e disse:
- Desculpa, não queria tirar minha vida, queria apenas tirar essa dor, não quero causar sofrimento a ninguém, que dizer, eu não vou causar sofrimento nenhum mesmo, porque ninguém se importa e ninguém me ama de verdade.
Não contivi as lágrimas e comecei a chorar, não sabia o que falar ou o que fazer, e ela estava ali morrendo em meus braços. Com um aquele sorriso de canto de boca falei:
- Então que dizer que agora eu mudei de nome?
- Mudou de nome? Como assim? Ela perguntou assustada
Olhei para ela e disse:
- É, você falou que ninguém te ama, ninguém se importa. Eu te amo e me importo.
Ela toda envergonhada sem saber o que falar, se calou por alguns minutos, mas logo ela olhou em seu braço e viu aquele sangue e começou a chorar novamente e logo falou:
- Me desculpe por isso, eu não queria te fazer sofrer, mas quando me corto me sinto aliviada, eu só queria matar esse mal dentro de mim, mas não percebi que isso fazia mal para mim mesma, me pordoe, me desculpe, mas todo mundo me julgou sem saber a verdade e isso me matava mais, me perdoe por ser fraca.
Então não contivi as lágrimas e voltei a chorar, eu fiquei sem reação sem ter o que falar, voltamos a ficar em silêncio por mais alguns minutos e então eu ela fechou seus olhos eu comecei a chama-lá pelo seu nome, mas ela não respondia e então percebi que tinha perdido a garota que mais amava, eu vi ela morrer, ela morreu ali em meus braços, morreu por ser tanto julgada. Ninguém nunca soube a verdade, cuidado com um sorriso ele pode ser falso, as vezes as pessoas fingi sorrisos fingi felicidade, só para mostrar o quão são forte.”
— Gustavo Camargo (via vontadedonada)

E então você chora, chora descontroladamente. Nunca pensei que fosse fazer isso. Sempre quis demonstrar ser forte, mais cheguei ao extremo de mostrar minha fraqueza, e ai está à oportunidade da sociedade de julgar […] Julgam sem mesmo saber motivos, ou até mesmo o quanto dói. Estava tudo sufocado no meu peito, a dor só aumentava, lágrimas já não adiantavam mais, ai você acha que sabe a solução, você está enganada. A dor não some. Ela, toda impotente, toma conta do seu ser. Te faz um verdadeiro capacho dela. Faz contigo o que bem entende. Faz de desfaz, pra dizer toda a verdade. Seu corpo pede uma pausa. Seus braços e pernas suplicam pra que as sessões de tortura cessem. Só que em sua mente, esconder-se atrás de blusas de frios e calças jeans já é uma solução. Eu, mesmo sabendo que não é, continuo. Porque eu preciso de algo, preciso de um ponto de paz. Preciso me firmar em algum local, mesmo que não seja duradouro. As palavras desferidas contra mim, tão mal faladas, tão mal colocadas, totalmente sobrepujadas, ecoam pela minha mente e transbordam junto com as lágrimas. Eu tento expulsá-las, e por mais que eu ache que já tenha chorado o bastante pra amenizar, ainda não é o suficiente. Nunca é. Então eu preciso de algo a mais. Algo que realmente faça o efeito desejado. Nesses momentos que me encontro no meio de laminas, comprimidos e bebidas alcoólicas. Se alguém se importa? Não, e nem deveria; eu mesma deixei de me importar a muito tempo atrás. […] Tentei por diversas vezes permanecer firme. Ser forte. Infelizmente não consegui. Pelo menos vou poder dizer que tentei. (kill-me-n0w) and (d-esmoronar)






